segunda-feira, 6 de agosto de 2012

8.000 Km e o adeus a Nova Zelândia.

Nos dois últimos dias em Auckland, fiquei pela casa da Michelle com a Krystle, filha dela e a Kayla que mora junto na casa. A Michelle e os outros filhos estão viajando pela Europa.
Ficamos assistindo as olimpíadas, bebendo e comendo. Fiz caipirinha para elas provarem um drink brasileiro e me surpreendi que ficou tri boa. Não sabia que eu sabia fazer caipirinha. As gurias adoraram e acabamos bebendo bastante até.

Hoje chegou ao fim uma das melhores viagens da minha vida.

Quando eu estava indo devolver o carro a locadora de veículos, o odômetro do carro marcou exatos 8.000 km percorridos durante pouco mais de 30 dias, nas estradas das duas ilhas do país.
Os lugares que conheci aqui são maravilhosos e únicos e com certeza recomendo a todos virem conhecer a Nova Zelândia.

Estou agora no aeroporto de Auckland rumo a um absurdo voo pinga-pinga que vai até os Estados Unidos para depois ir para o Brasil.
Ainda por cima terei que ficar um dia inteiro em Washington esperando o próximo voo. Por isso pretendo sair do aeroporto e conhecer um pouco da cidade no tempo que eu tenho livre.

Por hoje é isso.

Se eu conseguir fazer algo em Washington, postarei mais coisas, se não, fico por aqui.

Obrigado a quem acompanhou o blog e até a próxima.



sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Coromandel & Hot Water Beach


Hoje pela manhã cheguei na Península de Coromandel. Outro lugar muito legal a apenas 150 km de distância de Auckland e onde muitos neozeolandeses passam o verão curtindo as praias da região.
Estava um belo dia de sol mas do nada o tempo virou e começou a chover.
Eu continuei meu passeio a baixo de chuva mesmo por uma trilha de 1 hora até chegar em uma praia chamada "Cathedral Cove", que leva esse nome pois no local há uma pedra com um enorme buraco com o formato que lembra uma catedral.

Depois de Cathedral Cove, cheguei em mais um lugar que entrou na minha lista pessoal dos mais legais da Nova Zelândia. "Hot Water Beach".
Não sei se existe algo parecido no mundo. Se sim, eu nunca ouvi falar.
Estava frio, provavelmente uns 8°C, e ainda chovia. A água do mar era muito gelada. Mas bastou me juntar as outras pessoas e cavar um buraco na areia da praia, que água fervente de um lençol freático existente na região começou a verter do solo. Cada pessoa fez sua mini piscina na beira do mar e ficou lá curtindo aquela incrível fonte termal natural. Haviam buracos que a água era tão quente a ponto de não poder encostar sem se queimar. Dizem que a temperatura da água do local pode passar dos 64°C.
Fiquei mais de uma hora lá curtindo aquela maravilha junto com uns outros estrangeiros. Até criei coragem para entrar no mar pela primeira vez aqui na Nova Zelândia e depois voltar correndo para a água quente.
A chuva ficou muito forte e então me mandei de volta para a estrada onde agora, mais de um mês depois,  termino minha grande aventura pois estou de volta a Auckland na casa da Michele para passar os últimos dias.

Por hoje fico por aqui...


























quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Hobbiton!


Não sei nem por onde começar para falar sobre o dia de hoje.

De baixo de chuva, cheguei na cidade chamada “Matamata” onde talvez o único ponto turístico famoso é uma fazenda escolhida por Peter Jackson como cenário das externas da vila dos Hobbits em todos os filmes da trilogia “O Senhor dos Aneís” e também do novo filme “O Hobbit” que vai estrear ainda esse ano.
A vila inteira foi construída na fazenda e após as gravações tudo ia ser demolido mas os proprietários pediram para a produtora deixar as casas dos Hobbits como estavam e então, anos mais tarde, o local acabou virando atração turística e nomeado “Hobbiton”.
Por ser uma fazenda privada, só é possível visitá-la pelo tour oficial feito pelo centro turístico da cidade. Então lá fui eu gastar mais dinheiro. Agendei o passeio para o meio dia e peguei o ônibus do tour na loja do centro até Hobbiton.
O local é sensacional! Tudo foi produzido e pensado nos mínimos detalhes. Pra quem já viu o filme, não tem como estar lá e não lembrar de várias cenas e saber exatamente em que canto foram gravadas. São mais de 45 casinhas de tamanhos diferentes espalhadas pelas colinas na beira de um lago. Tudo muito bonito e bem feito! Ficamos mais de 1 hora andando pela vila com a guia explicando várias coisas interessantes sobre o filme, como foram gravadas as cenas, etc.

No final do passeio, iniciou o drama do dia. A história é longa por isso tentarei resumir.

Eu ja estava de volta ao meu carro indo para a próxima cidade quando me dei conta que minha máquina fotográfica tinha sumido. Me desesperei e voltei direto para o local onde peguei o ônibus para procurar. Eu tinha certeza que o único lugar possível que a máquina podia estar era dentro do ônibus no banco que eu sentei, mas não estava. Me desesperei mais ainda pois depois do meu tour ja tinham havido outros então era provável que alguém tivesse achado e já estivesse bem longe.
Voltei em todos os lugares que eu fui, falei com todas as pessoas possíveis e nada. Fiquei muito deprimido, mas eu botei na cabeça que eu ia achar essa máquina, custe o que custar. Depois de procurar por tudo, voltei mais uma vez ao ponto inicial, a lojinha do centro turístico, e continuava tudo igual, ninguém tinha visto a bendita camera.
Agora a parte mais sinistra, que me fez acreditar ainda mais em destino e que pensamentos positivos atraem coisas positivas. Quando eu estava saindo da loja, com metade do corpo pra fora da porta, indo embora da cidade sem esperanças, o telefone do lugar tocou. Na hora veio o pensamento na minha cabeça e eu ja sabia, a ligação era para mim, acharam minha máquina. Dito e feito.
Quando eu falo em destino é porque se eu tivesse dois segundos adiantado no tempo, eu não teria ouvido telefone nenhum tocar e teria ido embora perdendo a camera para sempre.
Agora a outra parte curiosa (eu disse que a história era longa), é que o cara que achou minha camera estava no mesmo horário do tour que eu. Me disse pelo telefone que achou no chão do estacionamento, atrás do carro dele.
O estranho foi que depois de mais de 2 horas, o cara já estava em outra cidade e só então resolveu ligar para o centro turístico para dizer que havia encontrado uma máquina, sendo que ele encontrou ela na frente do local, que é onde os carros ficam estacionados.
Fui até a cidade onde ele estava para pegar a camera de volta e na hora saquei tudo. Eu não deixei a máquina cair na rua, foi mesmo no banco do ônibus como eu imaginava. O cara estava sentado no banco do lado e achou e se fez de salame. Foi embora com a camera sem avisar ninguém e depois sabe-se lá porque, se arrependeu e resolveu devolver. Sei disso pois pegando a máquina de volta, percebi que ela estava sem os adesivos das especificações do produto e com algumas fotos minhas apagadas. 
Está cada vez mais difícil encontrar pessoas honestas no mundo.

O importante é que eu recuperei minha câmera, ainda com algumas fotos do lugar e agora posso continuar aproveitando os últimos dias de viagem tranquilamente.