De acordo com meu itinerário de viagem, era para eu ir para Washington e ficar por lá um dia inteiro até poder pegar o voo para o Brasil no dia seguinte, no caso amanhã.
Eu não tinha nem aonde ficar em Washington e tinha lido na internet que alguns pontos turísticos estavam fechado por causa de um terremoto de um tempo atrás, sem contar que aqui nos EUA agora é verão e férias escolares, então tudo estaria lotado.
Eu estava em San Francisco e consegui por um milagre convencer a companhia a me colocar em outro voo para chegar antes no Brasil. Me mandaram então para Chicago para logo em seguida pegar o voo para São Paulo.
Moral da história, o voo de San Francisco-Chicago atrasou e eu perdi o voo para o Brasil, sendo transferido para o dia seguinte, no caso hoje de noite, e chegando no Brasil Quinta-feira, no mesmo horário que eu chegaria via Washington. A vantagem foi que como eu perdi o voo por causa do atraso de aviões da companhia, ganhei hospedagem em um baita hotel e ainda vale refeição, além de poder sair hoje para conhecer Chicago. Nada do que reclamar.
Nada do que reclamar MESMO pois saindo as 5 da manhã, acabei de voltar de um dos lugares que eu mais queria conhecer no mundo. A prisão desativada da pequena cidade "Joliet", onde foram gravados vários filmes e principalmente, o melhor seriado de todos os tempos, PRISON BREAK.
Eu até agora não estou acreditando na loucura que eu fiz.
A prisão de Joliet foi desativada em 2002 e usada em 2005 para as gravações do seriado. Desde então o local esta totalmente abandonado e caindo aos pedaços. Os moradores da cidade de Joliet insistem para a prefeitura reformar o local para virar um ponto turístico mas até agora nada. O local está todo fechado e é possível ver os muros da prisão e as torres de vigia somente pelo lado de fora. Mas quem me conhece sabe que eu não ia me contentar em ver só isso. Então dei uma volta em toda a quadra da prisão até chegar em um portão cercado por duas cercas e vigiado por um cachorro Pitt Bull magricelo. Da cerca, dava para ver de longe que tinha uma fresta no portão que eu poderia pelo menos espiar para ver por dentro dos muros. Depois de conquistar a simpatia do cachorro, arrisquei e pulei as cercas, chegando na fresta percebi que era maior que eu pensava e se eu me espremesse, conseguiria passar por ela. Eu sabia que estava fazendo uma coisa "ilegal" mas eu não ia me perdoar se eu perdesse essa oportunidade, então entrei.
Fiquei mais de uma hora perambulando por dentro dos muros onde tudo estava totalmente abandonado, quebrado e com as portas todas abertas. Eu consegui entrar em todos os prédios, celas tudo bem escuro e muito assustador. Mas eu estava tão empolgado que nem tive tempo de pensar em ter medo. Cada lugar eu reconhecia de alguma cena em Prison Break. O pátio com as cestas de basquete, As alas leste e oeste do prédio com as celas, a capela, a ala hospitalar... Quem me conhece sabe o quanto eu gosto do seriado e deve imaginar a minha euforia de estar nesse lugar.
Depois de explorar tudo o que foi possível, fui la de novo me espremer para sair pela mini fresta e fui atacado por um enxame de marimbondos levando três ferroadas que doeram MUITO. Peguei então o trem de volta para Chicago e fiquei dando umas voltas rápidas pelo centro pois eu precisava voltar para o aeroporto.
Depois de fechar minha viagem com chave de ouro, amanhã de manhã acho que chego finalmente no Brasil
Fui...
Meu nome é Guilherme Zorzanelli Weber e sou natural de Gramado, Rio Grande do Sul. O blog surgiu com a ideia de relatar minhas viagens pelo mundo, que eu espero que sejam muitas ao longo da vida. Como ninguém tem paciência de ouvir eu contar histórias no meu modo detalhista de ser, talvez se interessem mais lendo-as por aqui. Sejam bem vindos. * = Posts available in English
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
8.000 Km e o adeus a Nova Zelândia.
Nos dois últimos dias em Auckland, fiquei pela casa da Michelle com a Krystle, filha dela e a Kayla que mora junto na casa. A Michelle e os outros filhos estão viajando pela Europa.
Ficamos assistindo as olimpíadas, bebendo e comendo. Fiz caipirinha para elas provarem um drink brasileiro e me surpreendi que ficou tri boa. Não sabia que eu sabia fazer caipirinha. As gurias adoraram e acabamos bebendo bastante até.
Hoje chegou ao fim uma das melhores viagens da minha vida.
Quando eu estava indo devolver o carro a locadora de veículos, o odômetro do carro marcou exatos 8.000 km percorridos durante pouco mais de 30 dias, nas estradas das duas ilhas do país.
Os lugares que conheci aqui são maravilhosos e únicos e com certeza recomendo a todos virem conhecer a Nova Zelândia.
Estou agora no aeroporto de Auckland rumo a um absurdo voo pinga-pinga que vai até os Estados Unidos para depois ir para o Brasil.
Ainda por cima terei que ficar um dia inteiro em Washington esperando o próximo voo. Por isso pretendo sair do aeroporto e conhecer um pouco da cidade no tempo que eu tenho livre.
Por hoje é isso.
Se eu conseguir fazer algo em Washington, postarei mais coisas, se não, fico por aqui.
Obrigado a quem acompanhou o blog e até a próxima.
Ficamos assistindo as olimpíadas, bebendo e comendo. Fiz caipirinha para elas provarem um drink brasileiro e me surpreendi que ficou tri boa. Não sabia que eu sabia fazer caipirinha. As gurias adoraram e acabamos bebendo bastante até.
Hoje chegou ao fim uma das melhores viagens da minha vida.
Quando eu estava indo devolver o carro a locadora de veículos, o odômetro do carro marcou exatos 8.000 km percorridos durante pouco mais de 30 dias, nas estradas das duas ilhas do país.
Os lugares que conheci aqui são maravilhosos e únicos e com certeza recomendo a todos virem conhecer a Nova Zelândia.
Estou agora no aeroporto de Auckland rumo a um absurdo voo pinga-pinga que vai até os Estados Unidos para depois ir para o Brasil.
Ainda por cima terei que ficar um dia inteiro em Washington esperando o próximo voo. Por isso pretendo sair do aeroporto e conhecer um pouco da cidade no tempo que eu tenho livre.
Por hoje é isso.
Se eu conseguir fazer algo em Washington, postarei mais coisas, se não, fico por aqui.
Obrigado a quem acompanhou o blog e até a próxima.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Coromandel & Hot Water Beach
Hoje pela manhã cheguei na Península de Coromandel. Outro lugar muito legal a apenas 150 km de distância de Auckland e onde muitos neozeolandeses passam o verão curtindo as praias da região.
Estava um belo dia de sol mas do nada o tempo virou e começou a chover.
Eu continuei meu passeio a baixo de chuva mesmo por uma trilha de 1 hora até chegar em uma praia chamada "Cathedral Cove", que leva esse nome pois no local há uma pedra com um enorme buraco com o formato que lembra uma catedral.
Depois de Cathedral Cove, cheguei em mais um lugar que entrou na minha lista pessoal dos mais legais da Nova Zelândia. "Hot Water Beach".
Não sei se existe algo parecido no mundo. Se sim, eu nunca ouvi falar.
Estava frio, provavelmente uns 8°C, e ainda chovia. A água do mar era muito gelada. Mas bastou me juntar as outras pessoas e cavar um buraco na areia da praia, que água fervente de um lençol freático existente na região começou a verter do solo. Cada pessoa fez sua mini piscina na beira do mar e ficou lá curtindo aquela incrível fonte termal natural. Haviam buracos que a água era tão quente a ponto de não poder encostar sem se queimar. Dizem que a temperatura da água do local pode passar dos 64°C.
Fiquei mais de uma hora lá curtindo aquela maravilha junto com uns outros estrangeiros. Até criei coragem para entrar no mar pela primeira vez aqui na Nova Zelândia e depois voltar correndo para a água quente.
A chuva ficou muito forte e então me mandei de volta para a estrada onde agora, mais de um mês depois, termino minha grande aventura pois estou de volta a Auckland na casa da Michele para passar os últimos dias.
Por hoje fico por aqui...
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