quarta-feira, 11 de julho de 2012

Waipoua Forest & Cape Reinga


Acordei e parti direto em direção ao meu próximo destino, “Waipoua Forest”. O lugar é uma floresta com árvores gigantes e muito antigas, tendo a mais velha, aproximadamente 2000 anos. As árvores são belíssimas e as trilhas que levam até elas são no meio da mata fechada. Caminhei tranquilamente sem ninguém por perto ao som de pássaros que eu nunca tinha ouvido.

Seguindo viagem, cheguei na famosa “90 Mile beach”, uma praia que apesar do nome, tem apenas 86km de extensão. Uma bela praia para se passar o dia no verão. A água bem azul e tudo muito limpo.

Mais adiante, cheguei ao extremo norte, a ponta da Nova Zelândia, chamado, “Cape Reinga”. Sem dúvidas o lugar mais bonito até agora da minha viagem. Montanhas enormes na encosta do mar e praias desertas dão ao local um aspecto cinematográfico, além do belo farol no topo da montanha onde é possível avistar o encontro das águas do Mar da Tasmânia e do Oceano Pacífico.
Eram 5 horas quando cheguei em “Cape Reinga” e fiquei esperando propositalmente mais de uma hora até o sol começar a se pôr para poder apreciar um incrível pôr-do-sol.
Ja anoitecendo, voltei alguns quilômetros até encontrar um albergue de estrada para me acomodar e descansar para seguir viagem amanhã.
Por hoje era isso...










































terça-feira, 10 de julho de 2012

A Mão inglesa e a Muriwai Beach.

De acordo com o planejado, acordei cedo e me despedi da Michele e do restante da família para ir até o aeroporto buscar a campervan que eu tinha alugado.
Chegando lá, era tudo muito diferente do que eu tinha visto no site. Várias cobranças a mais que não constavam na minha reserva e um seguro obrigatório num valor absurdo. Fiquei muito de cara com toda a situação e até tentei cancelar minha reserva, mas como era o dia de eu retirar o veículo, se eu cancelasse ia ter que pagar o valor total do carro igual.
Depois de muita insistência e de conversar bastante com a moça que me atendeu, consegui ao invés de alugar a campervan, alugar um carro comum, por um preço bem menor e sem a frescura do seguro obrigatório. Feito isso, finalmente iniciei minha viagem pela parte norte da Ilha Norte da Nova Zelândia.

Sinceramente eu achei que eu não ia conseguir me adaptar a dirigir do lado contrário mas foi mais fácil do que eu imaginava. Como tudo é o contrário, é só tu pensar em fazer o oposto do que está acostumado quando se dirige, e então se tira de letra a experiência. Claro que liguei o para-brisa várias vezes ao invés de ligar o pisca, mas são coisas que com o tempo irei me acostumar.
A maior dificuldade mesmo é tu ter a noção de todo o espaço que tem na tua esquerda e que nunca existiu no modo convencional. Quase subi nos cordões das calçadas por causa disso e uma hora cheguei a subir um pouco em um barranco quando me distrai olhando para o GPS. Coisas que acontecem.

Seguindo viagem, fui conhecer a Muriwai Beach que é outra praia com areia preta devido as atividades vulcânicas. Pra variar, vários chineses/japoneses/olhos puxados em geral, visitando o local também. Como tem asiático nesse país, meu deus! Creio sem mentira que quase a metade da população da Nova Zelândia hoje em dia seja de asiáticos, infelizmente.

Depois da praia, segui mais uns 300 km de viagem até começar a escurecer. Ai então parei na primeira cidade que encontrei no caminho, Dargaville, e agora estou aqui em um hostel para passar a noite e amanhã cedo seguir viagem.




















segunda-feira, 9 de julho de 2012

Rangitoto!

Hoje acordei cedo para pegar o trem até o centro de Auckland e de lá pegar um ferry boat até uma ilha próxima chamada Rangitoto. No caminho, os trens todos pararam de funcionar pois houve um acidente em uma das estações onde um cara descuidado, ouvindo seu Ipod e cruzando os trilhos, foi atropelado por um dos trens e não sei como sobreviveu até o presente momento.
Devido a isso, tive que descer umas estações antes e pegar um ônibus e acabei chegando atrasado para o ferry das 10:30, tendo que esperar até as 12:15 pelo próximo. O ruim disso é que o último ferry de volta da ilha é as 15:30 e por isso acabei não tendo muito tempo para explorar o lugar.

Rangitoto é uma ilha vulcânica formada a mais ou menos 600 anos atrás por uma série de erupções vulcânicas. Hoje em dia o vulcão está inativo mas alguns dizem que não está morto. No entanto, uma eventual erupção só ocorreria daqui a centenas de anos.

Cheguei na ilha perto das 13:00 e fui direto para a trilha de uma hora que leva até o topo da montanha onde se pode avistar a cratera formada pela boca do vulcão. No caminho há pedregulhos escuros por toda parte que se originaram da lava petrificada das erupções. Antes de chegar ao topo, há uma trilha que leva para um local chamado Lava Caves, que são cavernas que foram formadas também pela ação da lava vulcânica. As pessoas mais informadas, levam consigo para a ilha, lanternas para explorar essas cavernas. Eu como não sabia da existência dessa atração, usei o flash da máquina fotográfica para ir avançando aos poucos caverna a dentro.

Feito isso, fui em direção ao topo da montanha onde há uma belíssima vista de toda a ilha e também ao fundo é possível avistar o centro de Auckland além do mar azul em mais um dia mega ensolarado.

Amanhã vou até o aeroporto pegar a campervan (tipo um trailer) que eu aluguei aqui para o resto da minha viagem. Se eu sobreviver a experiência de dirigir pela primeira vez na vida do lado direito, volto para contar a história.

Fui...