domingo, 21 de julho de 2013

As Ruínas de Cartago...

Logo ao acordar, eu e o Zeid fomos para um museu chamado “Museu Bardo”.
Trata-se da maior e mais importante coleção de mosaicos do mundo, os quais, mesmo sendo de diferentes séculos, são datados na maioria entre o século II e o século IV a.c.
É impressionante a quantidade de artefatos arqueológicos existentes aqui na Tunísia, desde a época de Cartago que após disputar o domínio do mar mediterrâneo nas três Guerras Púnicas, foi destruída e dominada pelos Romanos. Há diversos sítios arqueológicos espalhados pelo país onde muitos ainda nem foram 100% escavados.
No museu podemos encontrar alguns dos principais e mais bem conservados mosaicos que foram descobertos nas escavações. Além de inúmeros utensílios como moedas, potes de cerâmica e até as estátuas dos Imperadores Romanos.

Depois do museu, fomos então para as Ruínas de Cartago onde é possível ter uma ideia da imensidão das antigas civilizações. Uma aula de história ao ar livre em meio a estruturas com mais de 2000 anos. São vários locais espalhados pela cidade onde em uma parte há o anfiteatro, na outra as casas de banho entre tantas outras coisas. 

Mais tarde, fomos a uma cidadezinha vizinha chamada Sidi Bou Said que fica no alto de uma colina e lembra muito as cidades gregas pelas cores de suas casas onde quase todas são brancas e possuem as janelas em azul em meio a belíssimas flores. Jantei por ali mesmo em um restaurante morrendo de fome enquanto o Zeid e o Abdellatif esperavam outra vez o sinal do por-do-sol por causa do Ramadan.


Por hoje é isso....








































sexta-feira, 19 de julho de 2013

Tunísia!

Depois de mais uma semana na Itália, embarquei para o meu próximo destino, a Tunísia.

Ocupada com quase 40% da superfície do território pelo deserto do Saara, a Tunísia foi o berço da civilização cartaginesa, a qual atingiu o seu apogeu no século III a.C., antes de sucumbir ao Império Romano.
Tempos depois, passou a fazer parte da França e em 1956 foi proclamada República Tunisiana.
Hoje, quase 99% dos tunesianos são muçulmanos e possuem o árabe como sua língua oficial porém, por causa de sua colonização, não é nada difícil encontrar um morador falando francês.

Depois de apenas uma hora de voo vindo da Itália, cheguei em Tunis, a capital e maior cidade do país. Do aeroporto fui direto para a casa de um host pelo CouchSurfing chamado Zied que vai me hospedar por alguns dias.
Fomos então dar uma volta pela Medina que é a parte central da cidade onde durante o dia, há diversos “mercados” conhecidos como souks e também cafeterias onde o pessoal se reúne a noite para beber o famoso café tunisiano, fumar shisha e conversar.
Ficamos conversando um tempo e encontramos outra amigo também do Couchsurfing chamado Abdellatif.

Na manhã seguinte, voltamos os três para a medina para visitar os souks que se dividem em diferentes áreas. Há o souk das especiarias, com temperos e aromatizantes, souk dos tecidos, souk do ouro e pedras preciosas, entre outros.
Fomos também em uma parte mais elevada onde era possível ver boa parte da Medina e de Tunis.
A tarde partimos para a praia em uma cidade vizinha chamada Bizerte onde encontramos mais alguns amigos do Zied que também fazem parte do Couchsurfing e fomos todos juntos ao anoitecer jantar comida típica tunisiana.
Um fato curioso que eu estou vivenciando aqui é que toda a comunidade islâmica está no período do Ramadan, o conhecido ritual de jejum onde, segundo o Alcorão, é um período de renovação da fé, da prática da caridade, etc. Para isso, todos os muçulmanos que já atingiram a puberdade ficam sem comer ou beber qualquer coisa, até mesmo água, desde o nascer até o por-do-sol.
Quando chegamos para jantar, todos no restaurante aguardavam com a comida servida já, o sinal sonoro vindo das mesquitas e também anunciado pela televisão que a partir daquele momento já se podia comer e beber.


Depois da janta, fomos assistir a um show de músicas religiosas muçulmanas com diversos instrumentos e cantos em árabe e então voltamos para Tunis para dormir.