quinta-feira, 11 de julho de 2013

Isola d'Elba (Dia 3)

Ultimo dia em Elba e logo de manhã cedo fui para a cidadezinha chamada Rio Marina, onde eu havia agendado para fazer um mergulho.
Foram em torno de 40 minutos submerso a mais de 12 metros de profundidade mergulhando entre vários peixes, corais e até a carcaça enferrujada de um carro antigo (sabe se lá como foi parar ali).

A tarde passeei mais ao redor da ilha e depois resolvi ir conhecer uma das praias de nudismo existentes e que agora sei, são as mais bonitas visto que ficam mais reservadas e com fluxo menor de pessoas.
Uma pequena trilha levava a umas pedras onde se podia sentar para pegar um sol ou então nadar no maravilhoso mar. Quando cheguei ali, havia apenas uma família e eu fui mais para um canto onde fiquei completamente sozinho e então pensei, já fui em praias de nudismo antes, mas nunca havia entrado no clima e curtido o local de verdade então decidi ficar peladão lá e apresentar o sol para minhas partes íntimas.
Jamais pensei que fosse algo tão legal nadar e tomar sol completamente nú. É uma sensação de liberdade muito diferente e interessante. Recomendo a qualquer pessoa experimentar um dia fazer isso.

Próximo do fim do passeio pela Ilha de Elba, decidi ir visitar o museu de Napoleão que existe na cidade principal, Portoferraio e que contém diversos materias utilizados pelo imperador entre eles, o mais interessante, uma máscara mortuária moldada no rosto de Napoleão logo após a sua morte e também um molde da sua mão direita.


Feito isso, peguei a balsa para voltar ao continente italiano e depois regressar a Pistóia.















quarta-feira, 10 de julho de 2013

Isola d'Elba (Dia 2)

Após uma tranquila noite de sono no carro, pelas 7:00 acordei e fui para um dos lugares mais interessantes da ilha, o Castello del Volterraio. Trata-se das ruínas de um antigo castelo construído no topo de um dos pontos mais altos da ilha. Com uma caminhada de 1 hora morro acima se chega no castelo porém para visita-lo por dentro, somente com visita guiada pois a entrada é de difícil acesso tendo que escalar um dos seus muros de proteção. Ignorei esse aviso e la fui eu subir 10 metros de parede para poder apreciar uma das vistas mais legais de Elba.

Logo que eu cheguei na Ilha de Elba, parei em um centro de informações turísticas e pedi para que a simpática atendente me indicasse algumas praias que fossem bonitas mas que não fossem muito frequentadas por turistas. Ela então marcou no meu mapa lugares mais desertos e de acesso somente por trilhas e caminhadas mais longas.
Lá fui eu então percorrer uma trilha de 2km para se chegar em uma praia lindíssima de água azul onde haviam apenas algumas pessoas que chegaram ali com seus barcos para passar o dia.
No dia anterior eu havia comprado um óculos de mergulho e então pude mergulhar naquela água cristalina entre vários peixes e corais além de inúmeras mães d’água que no começo me deixaram com receio de nadar entre elas mas depois eu vi que eram tantas, que se fosse evitar algumas, ficaria sem entrar no mar, tamanha a quantidade existente. Além disso, era um show a parte ver elas se movimentarem de baixo da água, então valeu a pena correr o risco de ser queimado por uma, o que não sei como não aconteceu.

Mais tarde, decidido a dormir mais uma noite no carro, me deparei com um pequeno problema, a necessidade de um banho! Eu precisava muito visto que havia passado o dia na água salgada além de ter protetor solar no corpo e areia.
Depois de procurar muito sem sucesso por esses chuveiros que se encontra fácil nas praias do Brasil, acabei tendo a ideia de encher todas as garrafas d’água que eu tinha em uma fonte numa praça e com isso + um shampoo barato comprado num posto, pude tomar um belo banho na noite quente, ali mesmo no meu estacionamento/hotel.

Limpo, cheiroso e exausto, dormi que nem uma criança até o outro dia...























terça-feira, 9 de julho de 2013

Isola d’Elba (Dia 1)

Sai de Pistóia as 8:00 da manhã levando comigo a bicicleta que a Giulia me emprestou para usar no passeio. Destino: a Ilha de Elba. A paradisíaca ilha aonde, em 1814, Napoleão Bonaparte ficou exilado por 300 dias após ser forçado a abdicar o poder.
Quase 4 horas de trem depois, cheguei na estação onde eu supostamente deveria pegar um ônibus que me levaria até o porto da cidade de Piombino, onde se pega a balsa para a Ilha de Elba. Supostamente pois, bicicletas embora possam ser transportadas nos trens, em ônibus não tem essa regalia então eu tinha duas opções. Ou esperava 1:30 pelo trem que ia até o porto, ou fazia o trecho de 18 km bicicleta.
Optei pela segunda opção e sob um sol de 32°C, pedalei em meio a enormes plantações de girassóis e paisagens típicas da toscana Italiana.
Já no porto, bilhete da balsa na mão e rumo a 50 minutos em alto mar até Elba.

Quando decidi vir de bicicleta para a ilha, foi pelo motivo de ler na internet e ouvir falar que a ilha tinha pouco mais de 20km de uma ponta a outra, porém em nenhum lugar dizia que era um terreno todo montanhoso, além da ilha ser muito maior do que os tais 20km. Chegando lá vi que jamais seria possível conhecer todo o local de bicicleta, muito menos em 2 dias. A solução foi alugar um carro que acabou saindo bem em conta. Mais tarde entenderão porque.
Pelas 15:00, motorizado, comecei a explorar sem rumo algumas das mais de 70 praias da ilha.
Depois, fui a uma cidade chamada Marciana que fica em uma das montanhas e onde há um pequeno parque com trilhas para subir até o topo da mesma. No caminho,  interessantes rochas se destacadas pois se assemelham a um homem (chamada de pedra do Guerreiro) e a um urso (chamada de pedra do Urso).
O guerreiro pode-se identificar nitidamente, testa, olhos, nariz e boca, já o urso confesso que não entendi muito bem. Hahahaha. Depois de observar muito eu tive a impressão de lembrar o Ursinho Pooh, mas não tenho certeza se é isso mesmo ou se eu viajei demais.

Para finalizar o dia, fui a uma linda praia de água cristalina chamada Cotoncello, onde fui presenteado com um belíssimo pôr-do-sol.

A noite, um pequeno problema. Eu cheguei em Elba totalmente sem rumo e por ser alta temporada, quase todas as hospedagens já estavam alugadas, sem contar no alto preço.  Eu que não estava afim de correr atrás de um pouso, nem gastar tanto só para ter uma cama, jantei em uma bodeguinha de esquina e estacionei o carro em um local mais reservado e ali dormi tranquilamente até o dia seguinte.